Incineração


Incineração

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Dentre as vantagens da utilização do processo de incineração estão a velocidade de destruição do resíduo e a possibilidade do aproveitamento do mesmo como combustível auxiliar, devido ao seu alto poder calorífico.

Como desvantagens tem-se o alto custo normalmente, Logo, é uma técnica apropriada para a queima do óleo recuperado que não pode ser utilizado no re-refino, assim como para os materiais absorventes quando existentes em grande quantidade.

Não se deve confundir a incineração com a simples queima dos resíduos. No primeiro caso, os incineradores geralmente são dotados de filtros, evitando que gases tóxicos sejam lançados na atmosfera. De qualquer forma, devido a aspectos técnicos, a incineração não é o tratamento mais indicado para a maioria dos resíduos gerados e não é adequado à realidade das cidades brasileiras.

Algumas unidades de incineração estão sendo desativadas no país por operarem precariamente, sem sistemas de tratamento adequado dos gases emitidos. A incineração é um sistema complexo, que envolve milhares de interações físicas e reações químicas. Além do dióxido de carbono e do vapor de água, outros gases são produzidos, incluindo diversas substâncias tóxicas, como metais pesados e outras. Entre elas, destacam-se as dioxinas e os furanos, classificados como poluentes orgânicos persistentes POPs, que são tóxicos, cancerígenos, resistentes à degradação e acumulam-se em tecidos gordurosos (humanos e animais). Esses poluentes são transportados pelo ar, água e pelas espécies migratórias, sendo depositados distante do local de sua emissão, onde se acumulam em ecossistemas terrestres e aquáticos. Em decorrência dessas características, em setembro de 1998 a Environmental Protection Agency (EPA), a agência de proteção ambiental americana, anunciou que não existe um nível aceitável de exposição às dioxinas.

A incineração hoje é considerada uma alternativa importante para a destruição ou destoxificação de resíduos considerados perigosos. A incineração à alta temperatura oferece um meio efetivo e permanente de destruição de resíduos orgânicos, removendo o perigo ou o material orgânico tóxico do resíduo.

Na realidade, para atender ao objetivo de transformar substâncias tóxicas em componentes inorgânicos não tóxicos ou menos agressivos ao meio ambiente, existem uma série de requisitos a serem atendidos. A incineração de resíduos industriais perigosos exige, dentre outras coisas, a realização de teste prévio de queima para cada caso, tempo de residência na câmara secundária superior a um segundo, instalações auxiliares específicas para controle ou recuperação de gases e particulados, tratamento das águas residuárias e disposição adequada das cinzas.

Como funciona

Os resíduos são queimados a uma alta temperatura — geralmente acima de 980°C — com uma adequada quantidade de ar e um período apropriado de tempo que assegure a destruição dos resíduos. Normalmente, no processo de incineração de resíduos perigosos são gerados gases (CO, CO2, SO2, HCl, HF), vapores de metais pesados (Pb, Hg, Cd, Cr, Cu, etc.), óxidos metálicos (Ni, Fe, Co, etc.) e particulados. Para captação e remoção desses poluentes, existem diversos tipos de equipamentos, como os filtros de manga, lavadores de gases, ciclones e precipitadores eletrostáticos.

Uma unidade de incineração adequada também deve dar tratamento especial aos lodos, cinzas e descargas dos sistemas de limpeza do ar e da água, que são considerados resíduos perigosos, mesmo que contenham apenas pequenas quantidades de compostos orgânicos e metálicos. As cinzas e os lodos devem ser tratados e dispostos em um aterro seguro, de forma a não representar riscos de contaminação das águas subterrâneas, e as águas residuárias devem ser testadas e tratadas adequadamente antes de seu lançamento, de acordo com as recomendações dos orgãos de controle ambiental.

Uma forma de destruição de resíduos que já começou a ser utilizada por algumas empresas no Brasil, é a incineração em fornos de cimento. A técnica consiste basicamente num co-processamento dos resíduos perigosos, utilizando os fornos das indústrias cimenteiras para destruição total deste material.

Enquanto a incineração convencional gera dois subprodutos (as emissões atmosféricas e as cinzas), a queima em fornos de cimento elimina este último. Então, desde que se respeite os índices de emissões exigidos pela legislação não haverá maiores problemas. As atividades da empresa devem compreender a caracterização e classificação do resíduo; estudo da viabilidade técnica e econômica para determinar se o material é passível de queima; solicitação da aprovação junto ao órgão ambiental, testes, aprovação destes testes, transporte, queima e monitoramento das chaminés e do clinquer.